Enxaqueca

Dor constante de intensidade leve a moderada, que geralmente ocorre no rosto, na ponte do nariz ou nas bochechas. Pode ser acompanhada de congestão nasal e gotejamento pós-nasal.

Afeta pessoas de todas as idades. Pessoas com alergias parecem ser as mais vulneráveis.

A frequência varia. Geralmente dura várias horas. Costuma ser sazonal.

Dor latejante de moderada a intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor pode ser localizada na têmpora, no olho ou na parte posterior da cabeça, geralmente apenas de um lado. Na enxaqueca com aura, distúrbios visuais precedem a dor.

posição de dormir para aliviar dor de cabeça​

Geralmente ocorre da infância à meia-idade. Em crianças, a enxaqueca é ligeiramente mais comum em meninos, mas após a puberdade, é muito mais comum em meninas.

As crises duram um dia ou mais. Tendem a ocorrer com menos frequência durante a gravidez e com o avançar da idade.

Dor de cabeça nos tempos antigos – A história da relação entre dor de cabeça e neurociência remonta a 7000 a.C., quando já se observavam indícios de neurocirurgia na antiguidade. Crânios neolíticos demonstram que a trepanação (remoção de um segmento ósseo do crânio) era uma prática comum. Acredita-se que a trepanação tinha como objetivo libertar demônios e espíritos malignos da cabeça. Os antigos acreditavam que esses espíritos eram a causa de dores de cabeça e distúrbios como loucura e epilepsia. A trepanação ainda era recomendada por alguns médicos do século XVII para o tratamento da enxaqueca. Em 1660, William Harvey recomendou a trepanação a um paciente com enxaqueca intratável.