“As escolas de coluna têm um efeito melhor quando o aspecto psicológico também é abordado. Ou seja, catastrofizar, lidar… Então você tem uma abordagem com técnicas de terapia cognitivo-comportamental, TCC (abordagem comum para casos de depressão em que, através da conversa, o o terapeuta ensina o paciente a identificar e gerenciar pensamentos, crenças e sentimentos negativos, quebrando o ciclo que os cerca)”, explica Simões.
“Então a pessoa vai reprocessando a dor, trabalhando a forma como ela enfrenta. A forma como ela enfrenta e lida com esse tipo de dor também está muito relacionada a outros obstáculos que a pessoa tem”.
Os especialistas listam outras abordagens que também costumam ter efeitos positivos contra dores nas costas, como fisioterapia, meditação (como mindfulness) e pilates, uma forma de exercício que ajuda a aumentar a força, aumentar a flexibilidade e melhorar a postura.
Os cubos de caldo industrial são perigosos para a nossa saúde? “A meditação, por exemplo, ajuda a controlar a dor diminuindo a atividade do sistema nervoso simpático, aquele que nos deixa prontos para lutar ou fugir. Quando faço meditação, mindfulness, posso diminuir a atividade desse sistema nervoso simpático, e eu pode reduzir o apego ao estresse, à tensão, à ansiedade e ao medo dessa dor. Há então uma melhor evolução clínica, há uma redução na percepção da dor”, afirma Araújo, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.